Infância
Ouvi o barulho do silêncio
Fumei um picado apagado
Escrevi sonetos sem tercetos,
Maluquei a falar
Que a abóbora era laranja
E todos acreditaram...
Mal sabem que a laranja é uma bola
E a abóbora uma carruagem
Tive uma galinha que falava,
(item básico de um bom prosador)
Pena eu não ter uma pena,
Sem pena nem prosado
Do bucho cheio fiquei
Da galinha do ensopado.
Fui pirata de areia,
Montei a onça sem pinta...
Na minha vó, meu indicador
Entrou no pudim, e eu na cinta.
Mesopotâmios fizeram
Meia torre de babel,
Devia ser o calor
Fiz uma inteira só com papel,
(Sou arquiteto de mim mesmo)
Ainda chegarei ao céu.
Pintei a simplicidade
Sosseguei a complexidade.
A morte tem um chaveiro
Por isso sempre perturbo o coveiro.
Cai, rolei, chorei, levantei
Dancei...
Ufa... Quase morri..
Ri!
Fechei o olho e vi coisas e cousas:
Vi, os olhos da mula sem cabeça
Vi, saci senta de perna cruzada
Vi, o banguela morder a rapadura
Vi, o padre que sabia amar
Vi, o poeta que não sabia rimar..
Vi, e vivi a literatura do mundo.
Foi quando vi Maria...
(tinha de ser “Maria”)
E por um santo grilo pulandeiro
No braços meu cairia .
Ela agradece o herói...
Dá um beijo.
E uma paixão se constrói...
Porém tudo tem um fim...
E o meu está me chamando..
Estou lágrimas derramando...
Aqui jaz um viajante. Adeus
-João Pedro Souza Silva Pinto de Lara...
Vai lavar essa mão pra jantar moleque!
Lucas Simonette
Letras - 1º Ano

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