segunda-feira, 30 de abril de 2012

Poema dos Ex




Poema dos Ex

Ex-tático
Ex-burocrático
Ex-ato ex-atado
Ex-citado ex-ilado
Ex-patriação, ex-patrão
Ex-ímio ex-ídolo
Ex-coagido

Ex-pedinte, ex-pediente
Ex-molado ex-tufado
Ex-tinhoso ex-tiloso
Ex-tirpe ex-nobe
Ex-conhecido ex-ótico
Ex-cêntrico ex-travagante
Ex-quisito ex-colhido
Ex-colado ex-calado
Ex-trupício

Ex-tonto ex-tonteante
Ex-enganado ex-tabanado
Ex-tuprado, ex-tupriado
Ex-pulso ex-culso
Ex-quecido ex-marido
Ex-ticado ex-trábico
Ex-fomeado ex-clerosado
Ex-mero

Ex-culto ex-vulto
Ex-fera ex-pera
Ex-plêndido
Ex-periente
Ex-tudo
Ex-perimento

Felipe Gump, 1º ano de Letras.

sábado, 28 de abril de 2012

Três Questões para o Cultivo





Três questões para o Cultivo

1
Oh, meu amor,
Por que tarda
Tanto na floresta,
Se o labor não permite
Tal isolação?

2
Haveria alguma região,
Que se chama terra,
Lá no horizonte
Da nação?
Mas, amor meu,
O toque ali
Nunca será permitido.

3
Meu bem,
Eu ouço todo seu lamento.
Mas como vou dizer,
Que nessa vida,
Nossas mãos
Sempre ficarão calejadas?


Raphael Boccardo
Letras - 3º Ano

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Notas Entre as Serras



NOTAS ENTRE AS SERRAS


Na cidade fala-se sobre caráteres. Nas serras, de serras.

Por entre as areias desta praia, um pé basta para marcar um som forte
por todo o litoral. Mas aqui nas serras o som não chega claramente. Não
chama atenção. E por entre esses prédios, entre as subidas e descidas,
quem perceberá o passo do homem e a marca que deixou com seu
caminhar?

Em cima de um lago que se estendia ao longo de um vale cercado por
serras cheias, um sol castigava sem misericórdia os pescadores nas
margens. As margens do lago eram todas desniveladas e, comumente,
assimétricas. Havia diversos níveis de terra, o que indicava uma seca
prolongada. As águas estavam baixas, deixando os peixes reunidos lá
no fundo. As serras tentavam sem sucesso ajudar os pequenos peixes
que perdiam pouco a pouco seu espaço. Elas puxavam seus braços
verdes como podiam, em uma imensidão homogênea. Mas o sol persiste
enquanto a terra tenta se esquivar. De noite, dois pescadores voltam para
seus cantos e as águas recuam de medo. Tudo no solo verde queima
e os pescadores, desesperados por verem seus alimentos escaparem
por entre seus pequenos dedos, rezam para as nuvens. Em um céu
retamente azul, as nuvens cruzam o caminho do Sol. Este, nervoso
com a atitude das nuvens, castiga espremendo-as até que uma por
uma desapareça, deixando os pescadores cabisbaixos. O Sol não sente
piedade por tão ingênuos seres.

Quão maldita é a expressão que em apenas um segundo, quando não
houver mais cooperação, ela prenderá o homem em sua desumanidade,
em seu silêncio momentâneo, no maior momento do viver. Pois, nas
serras, a expressão encontra alento na natureza, no antinatural do
silêncio. Mas entre elas, nas construções humanas, torna-se uma
vitalidade. E que compaixão suporta aquele que mal compreende o
que supõe; o que se representa através do expressado, uma única
palavra sem significado. Que maldição possui o homem com essa infinita
incapacidade de declamar algo propriamente seu!

Perto do lago ergue-se a serra. Essa arranca para o alto, sem hesitação,
buscando uma virtude e um nome. Não sei como se chama essa serra,
mas sei que ela possui um nome. Um nome de serra, nome próprio,
inominável. Tantas pessoas passam por seus pés, mas nenhuma imagina
que essa serra, tão particular, chama-se por um símbolo: específico e
único. Mas, e aí que está todo o mistério, esta serra não se atreve a dizer
quem é. Ela fica calada e imponente, guardando seu nome para si. Por
isso a curiosidade. E é justamente nela que nos fazemos humanos. Pois
toda pronunciação ou proclamação de um nome, algum ser potente, me
parece baixo enquanto ser. Creio ser presunção não saber o nome da
serra, seu verdadeiro nome, e dizer com arrogância: “essa serra não
possui nome próprio”; ou pior: “vou chama-la de...”.

O dia me parece mais verdadeiro. A travessia do sol, visível pela própria
estrela, parece realmente iluminar os caminhos. Não um iluminar natural,
senão uma luz vinda da vontade. E mesmo queimando os povos aqui
perto da linha central, creio que sinto privilegiado com esse excessivo
calor. Revela coisas de coisas que não se vê em uma suposta reveladora
noite. A noite derruba as máscaras; mas e se as próprias máscaras
formam o rosto verdadeiro de alguém? E se na própria máscara o
encobrimento dos traços se encontra descoberto nos próprios traçados?
A revelação pode também cobrir um indivíduo. Pois não se sabe se, entre
a noite e o dia, a máscara do homem cai de maneira definitiva ou se a
máscara adquire uma nova força para encobrir. O homem dissimula na
noite e no dia, revela sua loucura aqui entre as serras, atravessado os
rios com sua nau durante toda a passagem do sol. Mas na luz, somente
na luz, que se pode distinguir cada navegador.

“Basta de natureza!” Disse Adão enquanto degustava o fruto proibido.



Raphael Boccardo
Letras - 3º Ano

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Variando a Linguagem





Variando a linguagem!

Oxente daqui, oxente de lá
Quem vem lá, faça justiça o favor
De dizer ao que veio
Pois não tolero palavreado

O cabra aqui é bem dos bravos
Meu senhor, não se assuste
Sou apenas um oficial pouco ilustre
Represento a autoridade da lei

Meu jesuis, nossassenhora!
Não me diga que fiz um crime
Quem tem por Deus nosso senhor
Há de ter uma serventia...

Calma Senhor Munícipe
Trago apenas o imposto predial
Relativo ao exercício do ano pretérito
Nada mais aqui retém minha presença!

Santa Maria do Agreste!
Quem é esse tal de pré....ito...?
Nunca o vi por essas bandas
Sente, vou coar um café...

Não hei de incomodar vossa senhoria
Estou mesmo de passagem
Cumpro apenas o meu dever
Agora assine o protocolo, e até mais ver!

Assassinar o quê?
Óia aqui não tem matador não...
Somu tudo honestu nas graças do Senhor
Pra mim tudo é muito compricado

Apenas receba o carnê, faça a fineza
Assine na linha pontilhada
Posso até lhe dar uma caneta
Mas apresse-se logo, parto a outra freguesia

Num senhor que recebo coisa de estranhu
E se não tomá do café de sinhazinha
A desfeita está feita
Logo não tem cunversa com sua senhoria

Volto outra hora para esclarecer
O senhor não se preocupe,
Está tudo em ordem com o Município
Mas tente entender, apenas entrego carnê!

Num tem carne, só tem café...
Sinhazinha já ficou contrariada
Nem água pra beber vai trazer
Pois trate logo de tumar seu rumo

O senhor acalme-se estou de saída
Em outra oportunidade resolvemos
A questão é muito simples,
Basta apenas endossar o procolo

Parta já de mia casa
Num tem chá, café ou bolo
Pra quem falá difirce aqui não fica
Pegue seus papér e vá caçar outro quarquer...


Elisangelis
Letras - 1º Ano

Linguística






















Linguística


Na escuridão do beco, vejo saídas...
Na escuridão da alma, vejo alternativas...
Na escuridão do dia, não vejo caminhos
Na escuridão do tempo, túneis se desfazem

Quando o coração amanhece...
Quando o coração floresce...
Quando o coração amadurece...
Quando o coração se entristece

Subo e desço no mar de palavras
Caio e me levanto nos pedregulhos do acento
Levanto e me abaixo sob a mira da gramática
Dou um passo e recuo diante do léxico

Quem se atreve fazer verso reverso?
Oh crítica mordaz que somente a ti satisfaz
Até quando se afogará com teu fel
Será que o amargo é mais suave que o mel

Não, não quero obter respostas
Longe de mim suas divagações afiadas
Atrás das grades verborréia incansável
Não, não quero suas respostas

Vem pra cá, deixe-se envolver pelo som
Dance ao sabor das consonantais
E os alofones já lhe passaram o fone
Acorde, segmente e substitua

Não perca tempo com conjecturas vãs
Associe os traços distintivos
Agora faça a transcrição fonética
Na prosódia da vida, tudo pode ser reunido

Desde que haja descrição da linguagem
Sempre terás um código distintivo
Mas não se engane, nem é o que parece
Enquanto traduz significados e signos

Atenção e sutileza, mais um traço põe-se à mesa
Cada língua tem seu conjunto distintivo
Para tanto, basta ser muito bem auditivo
Não incorra nesse erro, descreva e demonstre

Todas as línguas são descritíveis
Não mais haverá língua incompreensível
Bastando apenas aplicar as teorias
Fonética e Fonologia garantem o troféu


Elisangelis
Letras - 1º Ano

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Folhas de São Paulo




Folhas de São Paulo

A folha voa para dentro de mim. Contemplo a nuvem parada no ar, com cara de quem comeu e não gastou, língua para fora, a desdenhar viventes que não conseguem ler nuvens. Há uma rolha parada no chão que me recomenda: “Apanha-me e povoa de cortiço o buraco na tua alma”. Rolhas tiradas de árvores, átomos da evolução, úteis átimos da vida. Cortiça tábua de salvação da lira dos vinte anos, cheios da lida, da ordem e da desordem, que falta me fazem, o sangue que corre nas ruas e pulsa viver. Estou quieto num canto e canto quietos desejos e sonhos de travesseiro de folhas secas, perfumadas, úteis ótimos da vida. A folha viva da cidade verde, bílis, verde, sífilis, verde perto e longe na fumaça do barulho, não há silêncio e calma nas plagas do som e da fúria. A folha guardada no meio do livro aberto no meio do povo dentro do trem. A folha-recordação, voadora e seca, perfumada e bela, perfeita e morta, mas viva a folha, as folhas da cidade cinza, minha linda cidade cinzelada a fundo, perfeita e morta, fedorenta e feia, úmida andarilha das rodas da fortuna, duna de pó pesado que mata calma e silente, descendo bruta sobre almas esburacadas, arroladas testemunhas de uma pomba-folha que voa para dentro de mim. Cobre-me, folha da vida, por misericórdia!


Mas ela me cobra, a folha-recordação. Que bom. Silêncio e calma. A nuvem e eu no meio da tarde de um sol cegado a Édipo, filho da mãe cidade. Já não quieto mais no meu canto, e ando a fundo perdido, olhando pessoas nos olhos, auscultando folhas corridas, de pagamento, de papel vário jogado sobre mesas, e todos, como eu, vagando pelo asfalto de cimento concreto e barro de construção, os pés sujos do sangue das mansões apodrecendo ao ar livre, pois somos pequenos, vazios, pobres, decadentes. Só pode ser isso, cair, minguar, evaporar, por aí desaforar! A folha seca sozinha, não precisa fazer nada, e voa para dentro dos livros abertos da vida da gente, tirando marcadores de papel grosso, folha que cai sozinha contra a queda das árvores, e por que não fazemos o mesmo, folheando sutilezas? Porque somos, enfim, terra desolada, e, solados, ficamos sem jogar, sonhando folhas secas e com quantas se faz um livro aberto. Vou agora, antes que me peguem, me levem, me lavem, me louvem e se livrem de mim. Vou correr para o final da folha, para ser, ter, ver, zé ninguém zen ninguém. Não há mais tempo, pó somos de folha morta na palma da mão culpada. O vento sopra dentro de mim, uivando medo pelos buracos d’alma, metendo cedo o fim dos tempos goelas abaixo.     


Gui Monteiro
Letras - 1º Ano

terça-feira, 17 de abril de 2012

Êxtase e Desfiguração sob a Influência do Deus Dionísio




Êxtase e desfiguração
Sob a influência do deus Dionísio


A ribombar os tambores
Embriagam, da tarde, os ares
Elevando altos clamores
Aos tênues raios solares

Transmuta-se em fescenino
Em frêmito, dança, em frenesis
Ferino, morde, felino
Retorno ao bicho da gênesis

E libamos a Dionísio
Engolidos no crepúsculo
Em mim desliza e eu deslizo
Enquanto contraí seu músculo

É a cópula primordial
Somos besta e divindade
Na consagração ritual
É passado e eternidade

E ondeando teu quadril
Em você deságuo quente
Rumando para o teu rio
Enceto forte corrente

Então o tambor silencia
Se metamorfoseados
Lá na dança que sacia
Já, a dormir desfigurados!



12/02/2009
Carolina Rieger Massetti
Filosofia - 4º Ano

Na Terra dos Desesperados




Na Terra dos Desesperados


Sobre os ombros o fardo
Quanto mais ando
Mais e mais eu tardo!

O solo é anfractuoso
austero, é áspero
Num caminho ruinoso!

Às vezes corro, acelero
Às vezes exausta,
Ofego e espero!

E quando tropeço
sigo em passos trôpegos
De cair me impeço!

E aqui o tombo
Na terra dos desesperados
É ter pisoteado o lombo

É ser na multidão engolido
É o escárnio
No escombro caído

Por isso eu corro
Por todo esse desvão
Por aqui não há socorro!

Meu igual me engole
Bebe meu sangue
É voraz! Gole a gole

Eu engulo a dor, é a sina
Eu corro e suo
Encho sua conta, sua piscina

O tempo me engole
Bebe meu sangue,
É calmo! Gole a gole

Eu ainda corro,
Não tenho fome
Não peço socorro

Tenho alimento à mão
E dele como com fartura
Na minha terra o alimento é a ilusão!



07/03/2012
Carolina Rieger Massetti
Filosofia - 4º Ano

Quando a Porta fica aberta muito Vento entra ou Mãinha, Esqueci a Chave!




Quando a Porta fica aberta muito Vento entra ou Mãinha, Esqueci a Chave!


A porta estava aberta. Entravam muitas pessoas, entravam cães felizes por não entrarem pelo lugar dos cães entrarem, entravam insetos intrometidos e incertos espíritos de inspiração.
Da mesma forma, como entrava essa multidão, se acotovelando e empurrando; uma outra massa amontoada de chapéu, travesseiro, sapato, pneu, cérebro e falo saía desesperada, e me deixava, a mim, a ver esse louco trânsito, atravessar-me como em duas ser apenas essa que voz fala, ao testemunhar a ida e vinda de tais entidades.
E eu permanecia bem enciminha do batente.
era quase a fechadura.
Mas não me fechava, não; maldição! Toda água que transbordava de lá me banhava de cá e ainda escorria pelos meus pés que deveriam, de alguma forma, dividir algo entre dentro e fora.
Chegou um dia, e eu mesma no tempo de desembarque, fui-me de mim.
já não morava mais aqui.

Quando voltei,
a porta estava tão fechada!
tentei das chaves que guardava no colar que carregava no pescoço como amuleto, mas compradas no chaveiro sem fazer forma, dificilmente abririam qualquer coisa.
gritei, "mãaaaaaaaaaaaaaaaae! joga a chave!"
e por muito tempo, não encontrei minha mãe.
a minha mãe estava quietinha, sentada no tapete, perto de uma caixa de madeira, lendo umas cartas antigas.
ela via várias cartas de amor,
de amores que outros imaginaram nela e talvez até amaram nela, mas ela mesma só sonhara com o amor da carta dos outros,
mas nunca conheceu o amor dos outros não.
e quando a minha mãe percebeu que ela não amava ninguém e que tudo que ela sabia no mundo, era amar; e que ela guardava os papeis bonitos pr'um dia escrever uma carta bonita, que deixava de dar beijos n'uma pessoa muito querida para prolongar o beijo dentro de si, ela sabia que todo esse amor que ela guardava,
ela sabia que ele ia morrer numa caixa de madeira.
e então, minha mãe chorou.
minha mãe chorou demais porque sabia que amava e queria amar mais ainda, queria amar pra fora tudo que já amava dentro dela;
minha mãe, de dentro de mim, gritou:

filha arranca essa chave do seu peito,
o que você carrega é ouro e lamento
arranca essa chave minha filha
e encontra suas raízes no vento
corre, filha! agora que se faz como um espeto
o botão de rosa que quer nascer em seu peito
corra, minha filha! agarra essa chave
gira baila grita e morde que de trás dessa porta
tem muito mais do que eu suspeito!


Grazzi

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rouxinol




Rouxinol



Por que andas tão calado rouxinol?
Ficaram tuas asas, mas se foram tuas alegrias?
Tão calados andam os teus dias
Acaso pra ti não mais resplandece o Sol?


Hoje taciturno continua a voar
Remetendo à negra nuvem tempestuosa
Voa de maneira tão desastrosa
Parece não querer tuas tristezas mitigar


Espanta teus males ave piegas
Torna a sagacidade de outrora
Cante, enfim


Libera o dom que tu te negas
Renasça das cinzas que já se faz a hora
De encantar e cantar pra mim




Eliézer Rodrigues
Letras - Noturno 1º ano

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Poesia Fênix




Poesia Fênix


O torpor espiritual se instala
Vasculho o interior obscuro
Oscilo entre a luz e a sombra
Palavras e sentidos se enroscam


Quero um norte para o sentir
No afã excluo palavras
Escolho outras e opino
Destacam-se faíscas e flashes


Míope enxergo obstáculos
Saltam, pulam e voam em meu interior
Recolho as que ritmicamente ouço


Frase formada aguarda imagem
Sentido, conteúdo, expressões pululam
Das cinzas d'alma nasce Poesia Fênix




Elisangelis
Letras - 1º Ano

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Infância




Infância






Ouvi o barulho do silêncio


Fumei um picado apagado


Escrevi sonetos sem tercetos,


Maluquei a falar


Que a abóbora era laranja


E todos acreditaram...


Mal sabem que a laranja é uma bola


E a abóbora uma carruagem






Tive uma galinha que falava,


(item básico de um bom prosador)


Pena eu não ter uma pena,


Sem pena nem prosado


Do bucho cheio fiquei


Da galinha do ensopado.






Fui pirata de areia,


Montei a onça sem pinta...


Na minha vó, meu indicador


Entrou no pudim, e eu na cinta.






Mesopotâmios fizeram


Meia torre de babel,


Devia ser o calor


Fiz uma inteira só com papel,


(Sou arquiteto de mim mesmo)


Ainda chegarei ao céu.






Pintei a simplicidade


Sosseguei a complexidade.






A morte tem um chaveiro


Por isso sempre perturbo o coveiro.






Cai, rolei, chorei, levantei


Dancei...


Ufa... Quase morri..


Ri!






Fechei o olho e vi coisas e cousas:


Vi, os olhos da mula sem cabeça


Vi, saci senta de perna cruzada


Vi, o banguela morder a rapadura


Vi, o padre que sabia amar


Vi, o poeta que não sabia rimar..






Vi, e vivi a literatura do mundo.






Foi quando vi Maria...


(tinha de ser “Maria”)


E por um santo grilo pulandeiro


No braços meu cairia .


Ela agradece o herói...


Dá um beijo.


E uma paixão se constrói...






Porém tudo tem um fim...


E o meu está me chamando..


Estou lágrimas derramando...


Aqui jaz um viajante. Adeus






-João Pedro Souza Silva Pinto de Lara...


Vai lavar essa mão pra jantar moleque!






Lucas Simonette
Letras - 1º Ano

Bailar Sem Ti...






Bailar sem Ti


Enquanto penso, percebo que sinto...
Quando sinto, percebo no que penso,
Às vezes percebo e sinto o quanto penso...
Por quê?

Incertezas...

Enquanto a canção cigana desfila...
Enquanto Bailo sem ti

Reflexões, conjecturas, emoções brotam...
Enquanto Bailo sem ti

Movo-me buscando o movimento perfeito,
Enquanto Bailo sem ti

Deixar-se envolver pela canção...
Deixo sentir a melodia,
Alegre,
Descontraída,
Altiva,

Determinada sigo passos marcados,
Quero impressioná-lo,
Quero envolvê-lo na magia da dança...
Procuro-te na imensidão...

Quero estar em seus braços,
Enquanto Bailo sem Ti,

Quero compassar ritmos cadenciados,
Enquanto Bailo sem Ti,

Até Quando, pergunto-me?
Bailarei sem Ti...

Saias, moedas, lenços coloridos esvoaçaram
Na mistura de cores e sentimentos...
A Beleza da Rosa que enfeita meus cabelos,
Não se compara a beleza da tua figura...

E, Eu, ainda...
Bailo sem Ti

A rumba gitana toca,
A canção me desperta
E sei que gitana soy...
Mas não posso mais...

Bailar sem Ti!!!



Elisangelis
Letras - 1º Ano