Êxtase e desfiguração
Sob a influência do deus Dionísio
A ribombar os tambores
Embriagam, da tarde, os ares
Elevando altos clamores
Aos tênues raios solares
Transmuta-se em fescenino
Em frêmito, dança, em frenesis
Ferino, morde, felino
Retorno ao bicho da gênesis
E libamos a Dionísio
Engolidos no crepúsculo
Em mim desliza e eu deslizo
Enquanto contraí seu músculo
É a cópula primordial
Somos besta e divindade
Na consagração ritual
É passado e eternidade
E ondeando teu quadril
Em você deságuo quente
Rumando para o teu rio
Enceto forte corrente
Então o tambor silencia
Se metamorfoseados
Lá na dança que sacia
Já, a dormir desfigurados!
12/02/2009
Carolina Rieger Massetti
Filosofia - 4º Ano

muito bom! :)
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