Joveneza
Juventudes de Jove passeando lindeza pelos corredores do Saber,
deusinhas peladas em coxas e barriguinhas de fora,
biquinhos e bicões perfurando máscaras sociais,
a juventude de chofre alegando liberdade
para fendidos cofrinhos de plena carne,
branca, negra, amarela, carne serena.
Olhos épicos de fundo de garrafa e barba rala
barbarizam a virgindade de seus ideais.
E ficam na mão, por que não?
Beijo a linda juventude dos meus sonhos
na fé de que tudo dará certo:
a droga nos roga o amor de isopor,
o vento nos leva para longe
e as doces almas choram o tempo perdido.
Não há amanhã, o abraço é hoje,
o amigo urge, a Árvore foge
e o Saber corrói.
A juventude alardeia amores em câmeras bentas,
câmaras da sorte, do imponderável,
do hoje hoje, de orgasmotes e dutos
que não ficam, apenas passam,
passeiam, varrendo sorrisos e futuras proles,
enfiando no fim o canudo no Não.
No fim das contas, as mãos vazias,
Frias da morte do hoje:
assim seja, amor de crochê,
um amor assim delicado,
cheio de pontos e cuidados.
Gui Monteiro
Letras - 1º Ano








