quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Poema Esdrúxulo pré-balada



Poema esdrúxulo pré-balada

Hoje, não me importa se é firme a nádega

Ou se é bunda furada de celulite explícita

(Até prefiro, à barriga chapada, o pneu lírico,

Sinal de que a bela não é do tipo fanática,

Nem deixa de desfrutar o prazer do lúpulo)

Hoje, não me importa a questão da estética

Quero os seios falsos, quero os seios flácidos

Quero me embebedar em seus mamilos rígidos

Desaparecer por entre as suas carnes úmidas

Aparecer novamente, como num passe de mágica

Enlouquecendo-nos num vai-e-vem frenético

Hoje, amá-la-ei como se fosse a última

Ao menos até o instante do mais puro êxtase

Quando enfim a inundarei com o meu leite cálido

E ouvirei, saciado, de seus lábios trêmulos...

Uma intraduzível onomatopeia proparoxítona!

Vitor França

Letras - 3º ano

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