O escritor onanista
Escrevi um belo verso
Sobre o encanto do luar
De repente estava na lua
Mas nem precisei decolar
Na mesa estive disperso
Em nada podia pensar
Imaginei a garçonete nua
Homenageei-a no banheiro do bar
Foi então que eu percebi
Que escrever é se masturbar
Invento a mulher amada
Estou em qualquer lugar
Quando bato uma punheta
Ou escrevo uma chanchada
Minha vida está completa:
Estou vivo! Sou poeta!
Não preciso de mais nada!
Só me basta imaginar...
Vitor França
Letras - 3º ano

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