quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Escritor Onanista



O escritor onanista

Escrevi um belo verso

Sobre o encanto do luar

De repente estava na lua

Mas nem precisei decolar

Na mesa estive disperso

Em nada podia pensar

Imaginei a garçonete nua

Homenageei-a no banheiro do bar

Foi então que eu percebi

Que escrever é se masturbar

Invento a mulher amada

Estou em qualquer lugar

Quando bato uma punheta

Ou escrevo uma chanchada

Minha vida está completa:

Estou vivo! Sou poeta!

Não preciso de mais nada!

Só me basta imaginar...

Vitor França

Letras - 3º ano

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