sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Vida e o Tempo




A vida e o Tempo

Vejo graça em você, tempo.
Por vezes, confundo-te com a vida.
Muitos o fazem,
Pois andam lado a lado, tu e a vida,
Mas opostamente à linha tênue que os difere.

Quem te criou foi um dos meus.
Mas quem criou a vida?
Ela poderia ser maior se você esperasse um pouco,
Tivesse paciência para os meus erros.

Quando penso na areia parecendo ouro quando o sol escalda,
No despir das arvores,
A fim de proteger a sua beleza durante os meses precedentes
Para depois mostrar-se novamente, intrépida e exuberante.
Questiono: és tu ou a vida?

Não obstante, a vida, portanto tu, nos ensina.
Erro, aprendo, escrevo, apago e reescrevo.
Sonho e vivo, mas tu, tempo, passas.
Sem piedade.

Quando és cedo, pinta retratos mal interpretados de nossas emoções.
Quando tarde, nos pinta em ataúdes cercados pela melancolia de outros.
E, por fim, desaparecemos dos retratos.
E a vida chega ao fim,
Mas tu, tempo, continua infinito até que acabe.

Juliano Emídio Mendes
Letras - 1º Ano

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