O Canto
A voz calou-se,
Aquela voz que cantara sobre o outono,
Aquela voz velada viciosa em encantamentos,
Aquela voz reprimida e incompreendida,
Aquela voz polida que jamais irradiara,
Aquela voz tornou-se então outra,
Aquela voz agora é a voz que canta,
as folhas verdes embebidas de sonhos primaveris.
A voz calou-se,
Aquela voz solitária,
Aquela voz credulamente apaixonada,
Aquela voz da lira dos dezesseis anos,
Aquela voz perdida em notas silenciosas,
Aquela voz agora é a voz que canta,
É a voz que espera sem estar a espera,
É a voz nascente,
É a voz sobrevivente.
Maitê Alegretti Rodrigues
Letras - 1º Ano

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