sexta-feira, 25 de maio de 2012

Demência Branca



Demência Branca

Bebi café à tarde inteira e à noite não dormi.
Fiquei vagando por minhas reminiscências,
Fiz visitas a devaneios insólitos, besteiras.
Fui por aí, por esquinas, pracinhas desertas,
Com banquinhos puídos – poder do tempo.

Sentei por ali mesmo e deleite-me em haustos,
Depois deitei na grama, embebi-me em ócio.
Novamente bobagens, imagens pitorescas:
Mulheres como alegoria do desejo, luxuria,
Sinuosos caminhos – frutos das paixões.

Vinho, amor, desejo...
Sonho, vinho, ilusão...
Rocio, tempo, vinho...
Loucura, vinho, clarão...

Volto, com curtos passos, cambaleante,
Um tanto lívido, um gosto amargo do cigarro.
Fui noite adentro, e vou dia afora, sedento...
Bela moça, és tempero, és poesia, toda a hora,
História ainda não dita – o que vivo agora.



Juliano Emídio Mendes
Letras - 1º Ano

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