Outono
Mesmo depois de tantas auroras,
Tudo permanece,
O tempo parou,
E as folhas de outono insistem em cair.
Os meus versos são ilegíveis,
As palavras voam e fogem,
Eu não entendo mais nada,
Tudo se esvai e se desfaz.
É como se eu tivesse esquecido quem sou,
E procuro nas pessoas,
Tudo o que perdi,
Mas os ponteiros não fazem mais o seu trajeto habitual,
Perco totalmente a noção dos dias,
E já passaram alguns meses,
Mas para mim, outono ainda não acabou.
Afogo meu orgulho,
Encaro meus medos,
Descubro em mim um novo eu,
Que talvez nunca viesse à tona,
Se outono não chegasse...
Eu luto para acordar,
Recomponho meu cotiano,
Tento prender-me em pequenas coisas,
Olho pela janela,
E as folhas continuam a cair.
Maitê Alegretti Rodrigues
Letras - 1º Ano

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