FACA CEGA FÉ AMOLADA
Minha poesia é faca na garganta.
Primeiro na minha.
Depois, na de quem se aproxima.
E depois, na de quem não se aproxima.
Minha faca cega fés amoladas.
Minha fé na Poesia não é cega,
mas seca gargantas, e quantas for preciso
ao siso do verso livro.
Crivo de flechas letrais o peito vivo
E sigo livre,
para que o Deus da fé nos livros
haja-se.
Gui Monteiro – 1º Ano – Noturno

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